SEJA BEM VINDO AO MUNDO DA LEITURA

VAMOS VIAJAR NO MUNDO DA IMAGINAÇÃO!!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Todo ponto de vista é a vista de um ponto!!!!!

A história dos TRÊS PORQUINHOS!!!!
QUAL SERÁ A HISTÓRIA VERDADEIRA?
A versão do Porquinho ou do Lobo?

Está é a versão do Porquinho.












Agora na versão do LOBO

Em todo o mundo, as pessoas conhecem a história dos Três Porquinhos. Ou pelo menos, acham que conhecem. Mas, eu vou contar um segredo. Ninguém conhece a história
verdadeira, porque ninguém jamais escutou o meu lado da história.


Eu sou o lobo Alexandre T. Lobo. Pode me chamar de Alex. Eu não sei como começou este papo de Lobo Mau, mas está completamente errado. Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se lobos comem bichinhos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburgers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é Mau.

Mas como eu estava dizendo, todo esse papo de Lobo Mau está errado. A verdadeira história é sobre um espirro e uma xícara de açúcar.


No tempo do Era Uma Vez, eu estava fazendo um bolo de aniversário para minha querida vovozinha. Eu estava com um resfriado terrível, espirrando muito. Fiquei sem açúcar.


Então resolvi pedir uma xícara de açúcar emprestada para o meu vizinho. Agora, esse vizinho era um porco. E não era muito inteligente também. Ele tinha construído a casa de palha. Dá para acreditar? Quero dizer, quem tem a cabeça no lugar não constrói uma casa de palha.É claro que sim, que bati, a porta caiu. Eu não sou de ir entrando assim na casa dos outros. Então chamei: “Porquinho, você está aí?” Ninguém respondeu.

Eu já estava a ponto de voltar para casa sem o açúcar para o bolo de aniversário da minha querida e amada vovozinha. Foi quando meu nariz começou a coçar. Senti o espirro vindo. Então inflei. E bufei. E soltei um grande espirro.

Sabe o que aconteceu? Aquela maldita casa de palha desmoronou inteirinha. E bem no meio do monte de palha estava o Primeiro Porquinho – mortinho da silva. Ele estava em casa o tempo todo. Seria um desperdício deixar um presunto em excelente estado no meio daquela palha toda. Então eu o comi. Imagine o porquinho como se ele fosse um grande cheeseburger dando sopa.

Eu estava me sentindo um pouco melhor. Mas ainda não tinha minha xícara de açúcar. Então fui até a casa do próximo vizinho. Esse era um pouco mais esperto, mas não muito. Tinha construído a casa com lenha. Toquei a campainha da casa com lenha. Ninguém respondeu. Chamei: “Senhor Porco, senhor Porco, está em casa?”

Ele gritou de volta: “Vá embora Lobo. Você não pode entrar. Estou fazendo a barba de minhas bochechas rechonchudas”. Ele tinha acabado de pegar na maçaneta quando senti outro espirro vindo. Inflei. E bufei. E tentei cobrir minha boca, mas soltei um grande espirro. Você não vai acreditar, mas a casa desse sujeito desmoronou igualzinho a do irmão dele

Quando a poeira baixou, lá estava o Segundo Porquinho – mortinho da silva. Palavra de hora. Na certa você sabe que comida estraga se ficar abandonada ao relento. Então fiz a única coisa que tinha de ser feita. Jantei de novo. Era o mesmo que repetir um prato. Eu estava ficando tremendamente empanturrado. Mas estava um pouco melhor do resfriado.

E eu ainda não conseguira aquela xícara de açúcar para o bolo de aniversário da minha querida e amada vovozinha. Então fui até a casa do próximo vizinho. Esse sujeito era irmão do Primeiro e do Segundo Porquinho. Devia ser o crânio da família. A casa dele era de tijolos. Bati na casa de tijolos. Ninguém respondeu. Eu chamei: “Senhor Porco, o senhor está?” E sabe o que aquele leitãozinho atrevido me respondeu? “Caia fora daqui, Lobo. Não me amole mais.”

E não me venham acusar de grosseria! Ele tinha provavelmente um saco cheio de açúcar. E não ia me dar nem uma xicrinha para o bolo de aniversário da minha vovozinha. Que porco! Eu já estava quase indo embora para fazer um lindo cartão em vez de um bolo, quando senti um espirro vindo. Eu inflei. E bufei. E espirrei de novo.

Então o Terceiro Porco gritou: “E a sua velha vovozinha pode ir às favas.” Sabe sou um cara geralmente bem calmo. Mas quando alguém fala desse jeito da minha vovozinha, eu perco a cabeça. Fui entrando na casa do porco e ele percebeu minha raiva e armou pra mim, fez eu cair não caldeirão de água fervendo, e tanto pulei e gritei que os outros porquinhos saltaram da minha barriga, fiquei com mais raiva, e espirrava cada vez mais foi quando a polícia chegou, é evidente que eu estava tentando arrebentar a porta daquele Porco. E todo o tempo eu estava inflando, bufando e espirando e fazendo uma barulheira.

O resto, como dizem, é história.
Tive um azar: os repórteres descobriram que eu tinha jantado os outros dois porcos,. E acharam que a história de um sujeito doente pedindo açúcar emprestado não era muito emocionante. Então enfeitaram e exageraram a história como todo aquele negócio de “bufar, assoprar e derrubar sua casa”.

E fizeram de mim um Lobo Mau. É isso aí. Esta é a verdadeira história. Fui vítima de armação. Mas talvez você possa me emprestar uma xícara de açúcar”.


AGORA VAMOS CONTAR A NOSSA VERSÃO DESTAS FIGURAS ABAIXO??!





quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MONTEIRO LOBATO

Literatura infanto-juvenil1 – Reinações de Narizinho

2 – Viagem ao céu e O Saci

3 – Caçadas de Pedrinho e Hans Staden

4 – História do mundo para as crianças

5 – Memórias da Emília e Peter Pan

6 – Emília no país da gramática e Aritmética da Emília

7 – Geografia de Dona Benta

8 – Serões de Dona Benta e História das invenções

9 – D. Quixote das crianças

10 – O poço do Visconde

11 – Histórias de tia Nastácia

12 – O Picapau Amarelo e A reforma da natureza

13 – O Minotauro

14 – A chave do tamanho

15 – Fábulas

16 – Os doze trabalhos de Hércules (1º tomo)

17 – Os doze trabalhos de Hércules (2º tomo)

1 – Reinações de NarizinhoO livro-mãe, a locomotiva do comboio, o puxa-fila. A saga do Picapau Amarelo começa. Aparecem Narizinho, Pedrinho, Emília, o Visconde, Rabicó, Quindim, Nastácia, o Burro Falante... e o milagre do estilo de Monteiro Lobato vai tramando uma série infinita de cenas e aventuras, em que a realidade e a fantasia, tratadas pela sua poderosa imaginação, misturam-se de maneira inextrincável - tal qual se dá normalmente na cabeça das crianças. O encanto que as crianças encontram nestas histórias vem sobretudo disso: são como se elas próprias as estivessem compondo em sua imaginativa, e na língua que todos falamos nessa terra - não em nenhuma língua artificial e artificiosa, mais produto da "literatura" do que da espontaneidade natural (1931).Zé Brasil Nos seus artigos e contos, Monteiro Lobato revelou aspectos da realidade brasileira que a maioria dos intelectuais de seu tempo desprezava. O exemplo maior dessa produção literária engajada, Jeca Tatu, nascido em 1914 no artigo Urupês, se tornaria um personagem-símbolo. Preguiçoso e indolente, Jeca fora em parte ditado pelo descontentamento do fazendeiro Lobato frente ao insucesso de suas iniciativas agrícolas nas terras já esgotadas, herança do avô. Quatro anos mais tarde, ao entrar em contato com estudos sobre saúde pública, ele revê suas idéias sobre o homem do campo, reformulando a imagem do Jeca. Se em 1914 o escritor pintava o caboclo como o retrato do conformismo, agora descobre que a apatia provinha do subdesenvolvimento, da fome e da exclusão social.








De Monteiro Lobato.

SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO

Adaptação e desenhos, de Maria R. do Amaral


Dona Benta é a feliz proprietária do lindo sitio, chamado "Pica - Pau Amarelo"

Isso porque ali existe grande quantidade desse pássaro. Uma ave muito esperta e trabalhadeira. Constrói o seu ninho no pau, dando inúmeras bicadas, e no oco constrói sua morada.

O sitio é uma beleza. Situa-se em uma colina, na encosta de algumas montanhas. Um pequeno rio desce, sinuoso e de águas claras e piscosas.

Um pomar de laranjas e mangas, com algumas jaqueiras majestosas. Possui o sitio de Dona Benta um pequeno rebanho bovino com algumas vaquinhas leiteiras. Um cercado para porcos com umas três dezenas de cabeças.
A casinha singela com cinco cômodos e uma tulha de milho, onde são armazenados alguns cereais, colhidos no sitio. Tem também um galinheiro e uma pequena horta onde verduras frescas e legumes saborosos são colhidos para o preparo das refeições. No quintal está o porco gorducho chamado "marques de Rábico"

Mas vamos conhecer melhor Dona Benta e seus familiares. Dona Benta é uma senhora idosa, gordinha, risonha e inteligente. É sitiante a longos anos. Depois que ficou viuva não quis abandonar o lugar por gostar da vida na roça.
Tudo é tão bonito e tão viçoso.
Mas no sitio estão ainda os netos de D. Benta, Narizinho e Pedrinho que são irmãos. Uma boneca de pano, chamada Emília Na cozinha está tia Anastácia, uma crioula que faz os melhores quitutes que se possa imaginar. E os doces então...são uma gostosura. Doce de leite, pé de moleque, doce de abóbora, e cocadas, são algumas das suas especializações.
Os bolinhos de fubá com café que são servidos à tarde, enche o ar de um perfume que deixa a boca cheia de água. Além destes personagens citados, vamos encontrar o "Marques de Sabugosa" Um tipo feito de um sabugo de milho, com uma cartola na cabeça. Sabe tudo esse "Marques" É um enciclopédia ambulante.
No sitio pela imaginação dos proprietários, há de tudo. O marques de " Rábico" é um porquinho gorducho com manchas pelo corpo. Ainda há o "saci" que é chegado a família.
O sapo, o jabuti, os besouros as formigas, borboletas, pássaros etc. D. Benta, gosta de reunir as crianças para um serão onde são contadas estórias e, tratados assuntos de interesse geral. As orações são fervorosas, pois sabem que a família que ora unida permanece unida.
É nestas ocasiões que o Marquês de Sabugosa gosta de contar suas estórias.

Contou certa vez, em que estavam reunidos, o "Marques de Rábico" o sapo falante e o jabuti verde, algumas fábulas interessantes.


Uma dizia que: Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da Raposa, empoleirou-se numa árvore.



A Raposa desapontada, disse em voz alta: Amigo venho contar uma grande novidade: Acabou-se a guerra entre os animais. Lobos e cordeiros gavião e pinto, onça e veado, Raposa e galinhas, andam todos aos beijos e abraços, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e de amor.
Muito bem exclamou o galo. Não imagina como tal noticia me alegra. Que beleza vai ficar o mundo. Sem guerras, crueldades e traições. Vou já descer para abraçar a minha amiga Raposa, mas como lá vem vindo três cachorros, acho bom espera-los, para que eles também tomem parte na confraternização.
Ao ouvir falar de cachorros, dona Raposa não quis saber de estórias. E tratou de correr dizendo: infelizmente amigo Co co ri có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa sim? Até logo.
E pinicou.
Moral: contra esperteza, esperteza e meia.



Tia Anastácia também certa vez, quis reformar o mundo, porque achava defeito em tudo. Estava tudo errado dizia. A jaboticabeira enorme, sustenta frutos tão pequeninos e uma colossal abóbora presa a um caule de uma planta rasteira. Não era lógico que fosse o contrário?
Se eu organizasse as coisas, trocaria as bolas, passando as jabuticabas para as aboboreiras e as abóboras para as jaboticabeiras. Não tenho razão? Mas o melhor é tirar uma soneca à sombra destas árvores não acha?

Dormiu e sonhou que o mundo estava reformado.

Que beleza.


De repente, no melhor da festa PLAFT! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta o nariz. Tia Anastácia desperta de um pulo, pensa um pouco e pensa que o mundo não é tão mal feito assim. E segue refletindo: Que espiga....Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim, a primeira vítima teria sido eu? Eu Anastácia, morta pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba.


Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como está, que está tudo muito bem. E não pensarei mais em corrigir a natureza.
Estava chegando o mês de junho que é justamente a metade do ano, neste mês comemora-se os festejos chamados juninos. D. Benta explicou que nesta ocasião, o trabalhador da roça, faz uma pausa para descansar das lides da Terra. Aproveita os dias em que são comemorados Santo Antônio, São João e São Pedro. Promove uma festa chamada "caipira" ou festa junina (por causa do mês de junho).


Agradecem a Deus pela fartura das colheitas, rezam e festejam.
Na cozinha começam os preparativos. Tia Anastácia, faz bolo de fubá. Docinhos que deixa ficar ao sol para secar. Pão doce, cocadas, pé de moleque, canjica e outros. Faz também o famoso "quentão" que é álcool de cana, com gengibre e açúcar queimado.


Precisa ter cuidado diz D. Benta á vovó, para não beber muito quentão e ficar tonto. Estourar pipoca e fazer paçoca é com Narizinho e Pedrinho. Isso pode deixar por conta deles.
No quintal, armam a fogueira com muita lenha, para aquecer do frio do mês de Junho que é muito intenso.



O Céu é iluminado por infinidade de estrelas e a via Látea se faz bastante visível formando um corredor de estrelas bem juntas. Como é bonito o Céu nessa época! (via Látea, quer dizer, caminho de leite) D. Benta explicou que as estrelas, são Sóis, luminosos pela grande quantidade de energia acumulada em seus núcleos. A luminosidade da via Látea, é por haver centenas e centenas de estrelas. Inclusive o nosso sistema Solar se encontra em um ponto da via Látea.
O nosso Sol, com seus Planetas e satélites que até o momento, são em número de 9. Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. O Sol está no centro do sistema.
Quantas brincadeiras, nessas noites. Arma-se uma barraca, onde ficam os doces e os salgados. O quintal é todo enfeitado com bandeiras multicores. Na fogueira, assamos batata doce e milho verde. Cozinha-se pinhões e as brincadeiras são inúmeras. Pular no saco, correr com ovo na colher, cabra sega e outras brincadeiras mais.
As brincadeiras de Roda são muito apreciadas. Quando a fogueira vai se extinguindo, esparrama-se as brasas e os mais valentes passam por cima descalços, sem queimar os pés.
Dizem que é milagre dos Santos. Foguetes por todo lado. Só que bombas, Vovó não gosta, pois além do barulho, são perigosas. Rojões são vistos, rasgando o Céu a todo momento.



Os balões, são proibidos, devido ao perigo que causam as plantações e as casas dos colonos nas fazendas.
FIM

Um país se faz com homens e livros

Monteiro Lobato